domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pais, Filhos, Educadores e Atividade Física



                         Muitos motivos podem levar uma pessoa/indivíduo à pratica desportiva. Muitas vezes, esses motivos podem ter origem de relação direta , como em casos de uma lesão, carência, patologia  ou deficiência que precisa ser amparada com o fortalecimento de determinada articulação ou região do corpo ou melhora do trabalho cardio-vascular, respiratório etc (como revela pesquisa que mais de 50% dos nadadores profissionais iniciaram na natação como tratamento de insuficiência respiratória),   pós-trauma (como tratamento fisio-terápico e também para tratamento e fortalecimento) , por excesso de sedentarismo que induz à algumas patologias da sociedade moderna (arterio-esquelerose, diabetes, colesterol alto, etc)  ou ainda sobrepeso em todas a faixas etárias. Outras pessoas, e nesse caso de maneira mais sublime, as procuram por paixão ("Nada grandioso no mundo foi realizado sem paixão." Georg Wilhelm Friedrich Hegel), mas aqui e desta vez não abordaremos o tema por esse anglo e sim, nos casos na qual a influência é externa, ou seja, o estimulo vem dos pais para com os filhos ou por nós professore e profissionais da educação física.
                         Uma criança é uma espécie de "universo em expansão". Um "big bang" em expansão... Aquela alegria que transborda, os sorrisos que nunca cansam, aquela sobrecarga de energia carregada de  vitalidade, que parece nunca se esgotar em um ser humano que se desenvolve e aprende coisas novas todos os dias, e no caso da relação das mesmas com à pratica esportiva e, o esporte em geral, o estímulo dos pais e professores é essencial para que o "jovenzinho" adentre nesse mundo que muito agregara a sua vida adulta, mesmo que não anseie por uma carreira profissional dentro do mesmo, ou tenha maiores pretensões com o esporte, mas aqui já caindo em um dos no primeiros embates da questão: Quem vai determinar o quanto o individuo quer se envolver com o esporte ? Até onde ele quer chegar e o quanto ele quer se envolver ? Os pais ? Educadores ? Ou eles mesmos ? Já voltaremos a abordar esse primeiro impasse.
                             Outra questão é como os pais devem fazer isso, quando e como. Nós pais, (eu me incluindo também nessa categoria já que tenho uma filha de 13 anos, chamada Luana Oi filha ! Te amo viu !?), sempre queremos o melhor para nossa prole. Isso faz parte do nosso instinto de sobrevivência assim como de todos os animais, apenas mais requintada pelo nosso grau de evolução. Logo, é nosso dever ensinar nossas crianças gostar de esporte, e o mais importante PRATICÁ-LO. Porque como já dito por aqui em outras postagens "o ser humano é movimento", logo, para que ele cresça em plenitude e se destaque é preciso uma atenção não só a parte do intelecto mas também ao corpo, como dito no provérbio latim : Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são")  . O esporte será de extrema importância para formação do futuro adulto. Deixando bem claro que incentivo a prática esportiva  é algo bem objetivo, não é comprar a camiseta do time favorito, nem levar o filho no estádio no fim de semana, ou melhor, corrigindo, não é APENAS isso,  porque  não e incentivar o esporte, é sim impor a próxima geração a torcida da família, mas ok, não vamos gerar polêmicia com a "paixão nacional" certo ? Ao invés disso, procure conversar com ele sobre quem sabe colocá-lo na escolinha de futebol do bairro ou em algum clube de sua escolha, ou mesmo para treinar com o time da escola, mas esteja preparado meu caro: pois pode obter um "não" como resposta o que não significa que ele não gosta de esporte, mas sim que ele não gosta do SEU esporte. Fazer com que a criança tambêm participe do ambiente da prática esportiva é obvio  um bom meio de incentivá-la, mas não é apenas isso que vai leva-lá a ter interesse a ponto de começar a praticar. Talvez ela vai se sentir mais a vontade no ambiente aquático, mais motivada, ou talvez ela possa preferir o tatame ao invés da bola, ou a bola de tênis ao invés da bicicleta, ou quem sabe não gosta de basquete o tanto quanto gosta de futebol. Nós temos uma certa tendência a achar que nossos filhos vão ser muito bons no que agente gosta e que geralmente, me desculpem a sinceramente não conseguimos ser, cuidado com isso. Se erraram com agente não transmita isso pra próxima geração. Eu mesmo comecei a me interessar por esporte muito tarde. Apesar de sempre ter uma queda por artes marciais, minha família nunca me deu nem 1% de incentivo. Foi sempre meio relutante o achava que eu iria me tornar um jovem violento, o que é uma grande inverdade. Artes marciais não deixam ninguêm violento, elas até ajudam a conter a crianças que tem essa tendência natural a ensinando a disciplina. Eu ate meus 14/15 anos fui uma crinça que figurou entre a turma dos "gordinhos" e acho que não precisava ter passado por isso se meus pais tivessem sido um pouco mais rígidos em relação ao esporte.
                 No caso de aptidão, o professor é um grande amigo dos pais para ajuda-los na busca de uma atividade que melhor se encaixe no perfil do aluno...

                 Para se iniciar os filhos à pratica desportiva é preciso respeitar as fases do desenvolvimento humano: 1a e 2a infância , pubescência e adolescencia  que tem critérios específicos onde deve se respeitar também o desenvolvimento maturacional de cada individuo, ou seja, nem sempre grupos com crianças de mesma idade apresentam caracteristicas homogéneas para todas a crianças, sendo uns mais ou menos "maduros" do que outros, logo deve se respeitar tais diferenças, principalmente nas práticas desportivas em grupo, para que se evite tratamento desigual e faça com que algumas se sintam mais destacadas do que outras e acabem por se desinteressar pelo esporte. Desencorajando alguns e podem causar até traumas que afastarão para sempre aquela pessoa do esporte.
            Cuidado aos pais entusiastas do esporte, assim como treinadores em geral. Não deixe que seus filhos e alunos sejam culpados por seu insucesso no esporte, se transformando em um verdadeiro "general"  e os obrigando a treinar até a exaustão e fazendo cobranças absurdas em caso de um consenso entre ambos (você e seu filho) para que a criança opte por treinar uma modalidade específica com fins competitivos ou profissionais é sempre necessário a comunicação entre as três partes pai, atleta e treinador´para que se respeite os limites e também a metologia de treino. A abordagem logicamente é diferente em esporte para competição, e geralmente os campeões começam a treinar cedo, como por exemplo na Bulgária onde há estudos científicos com crianças de 8 anos já inseridas em treinamentos com cargas e peso, assim como atletas já direcionados para natação e atletismo com intuito de competição já aos 6 anos de idade na antiga UNião Soviética e atualmente na China, desrespeitando a proposta de atividade física para essa idade. Para tudo na vida também é preciso "conta, peso e medida" (principio de Arquimedes). Muito cuidado para que o excesso de atividade física, assim como excesso de cobrança e imposição de alto nível de stress à nossos "baixinhos" não se torne uma mazela e não seja um martírio, isso  tanto por parte dos pais quanto por profissionais mal preparados do meio da educação física. Afinal é preciso saber elogiar as vitórias mas também encorajar os jovens na derrota a começar de novo para próxima chance de se superar. 

Caio Simioni - Wakeboard







               Citarei aqui o exemplo de meus alunos os irmão Simione, que são da equipe Brasileira de Esqui Aquatico cada um em sua modalidade, Caio Simione e seus irmãos,  que desde pequeno treinavam com seu pai tambêm praticante e que hoje estão no topo do esporte, já tendo representado o país em diversas competições em todo mundo.  E aqui neste ponto, voltaremos a tratar da primeira discussão acima da tratada que é de quanto tempo, a relação da intervenção dos pais na escolha em dar continuidade , mudar de modalidade ou mesmo abandona-la ou transformá-la em simples lazer deve se operar. Deve se respeitar a opiniao dos filhos nesse sen tido. É trabalho de nós pais e tambêm a todos professores e profissionais da educação física (na qual os jovens em grande parte são a maior parte do nosso publico) a ensinar, incentivar e aperfeiçoar, assim como ajudar o jovem a continuar os habitos salutares do esporte para  vida adulta, seja isso em qualquer modalidade: natação, artes-marciais, futebol. volei, tenis, etc. Os pais sabem sim, o que é bom para os filhos em grande parte dos casos,e  nós professores sabemos quando nossos alunos tem boa aptidão para determinada modalidade e um futuro promissor mas tambêm há de se observar que a criança tem outras influências externas em sua vida,sejam elas profissionais, afectivas, económicas, etc...Alem da falta de uma boa pespectiva em relacao a se ganhar a vida como atleta, afinal  em um país que pouco se faz pelo esporte que não seja o futebol,  e que pouco capital do sector privado é destinado ao mesmo, muitos, mas muitos de nossos campeões estão em lugares que nada tem haver com o ambiente desportivo, por falta de oportunidade , incentivo, um bom lugar para se treinar, infra-estutura, etc ... E outros pior ainda, nem chegaram a descobrir seus talentos naturais que lhe renderiam bons momentos de glória. E calma, muita calmaaos adultos em pensar que o esporte fará que seus filhos caiam no rendimento na escola ou  sejam jovens que não gostam de estudar,   etc. É papel de todo professor e treinador a fazer um trabalho junto de nossos alunos para que seu desempenho escolar nunca seja prejudicado pelos treinamentos e vice-versa, o que induz a criança a aprender a dividir e seu tempo e desde pequena a aprender a se organizar.
              É isso meus caros pais. O esporte ajudara seus filhos a cresceram como grandes homens, não só fisicamente, mas tambêm intelectualmente, o ensinado a disciplina, o trabalho em grupo, a sociabilizacao, a trabalhar em grupo, a se organizar e o mantendo longe dos vícios. Ele será seu companheiro, nessa difícil jornada que é ser pai no século XXI, em meio ao novo mundo informatizado que não os deixa sair da frente dos sites de relacionamento, ou ficar horas a fio em msn e salas de bate-papo. É uma atividade que pode agregar e muito a seu filho, e que pode revelar muitos talentos e futuros nomes do esporte com a ajuda de todos nós educadores físicos e professores. Que fará que no futuro tenhamos mais saúde e sejamos mais vigorosos, mesmo num mundo onde cada vez se aperta mais botões e procura se fazer cada vez menos esforços com a desculpa de "conforto". Temos muito trabalho pela frente, mas nossos filhos mais ainda, logo vamos lhes dar um mundo melhor, mais saudável, mais ativo, afinal o "homem é movimento"


cristiano maffra
           

conheça alguns projetos de educação pelo esporte:












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